• Be Positive!

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Exercicios orientados ou livres?

Cartoon impressão na pré-históriaTradicionalmente os professores de informática preparam para os seus alunos exercícios de processamento de texto ou folha de cálculo de forma orientada. Ou seja, é dado um determinado exercício concluído e em conjunto são dados todos os passos em pormenor para o executar.

Embora o esforço seja meritório, penso que tem alguns inconvenientes que serão mais ou menos graves conforme o tipo de turma que temos á nossa frente.

O primeiro dos inconvenientes prende-se com o facto de o exercício ou ser orientado não permite liberdade aos alunos para errarem nem irem à procura de alternativas. Como se sabe muita da aprendizagem feita pelos utilizadores em informática prende-se com a tentativa erro e é durante esse processo que os utilizadores ao procurarem a solução para os seus problemas deparam-se com uma série de soluções para problemas que nem estavam à procura.

O segundo dos inconvenientes está relacionado com a perda da criatividade pois exercícios orientados não dão margem nenhuma para que tal aconteça. O fomento da criatividade é essencial principalmente em turmas difíceis pois aumenta a auto estima a alunos que normalmente já desistiram de investir na sua formação podendo assim reverter esse processo.

Outro dos inconvenientes é a diminuição da entreajuda entre os alunos, pois em exercícios livres é normal acontecer que alguns alunos descubram a solução primeiro que os outros e que a partir dai ajudem os colegas, fomentando o espírito de grupo e a coesão dentro da turma e que muitas das vezes leva a um melhor comportamento.

Em turmas consideradas boas, ou seja aquelas em que os alunos são interessados, trabalham e comportam-se dentro dos parâmetros considerados normais, quase todas as estratégias funcionam, contudo nas turmas ditas problemáticas em que o défice de atenção e de interesse são enormes é necessário em meu entender que os exercícios não sejam completamente orientados. A alternativa são exercícios livres em que é dado o resultado final mas não são dadas as orientações precisas para a sua execução.

Para essas turmas a minha proposta vai no sentido de se dar uma brevíssima explicação da matéria que está na base do exercício, seguida imediatamente pelo exercício livre. Os alunos vão chamar muito mais vezes o professor que terá o trabalho de explicar os pormenores a pequenos grupos de cada vez o que fomentará a aproximação e respeito entre formandos e formador.

PS: no link abaixo vão encontrar um exemplo daquilo a que eu chamo exercício livre

Exercicio word – Tabelas

A.M.Ricarte        

3 Respostas

  1. Concordo completamente. As abordagens construtivistas da educação, com as quais me identifico, afirmam que aprendemos de facto quando somos nós a construir o nosso conhecimento, procurando defrontar os problemas que nos colocam -e o que não sabemos – e procurando a solução ou os recursos adicionais necessários, que o professor poderá proporcionar (a pedido dos alunos?). Aí sim, agarramos os novos recursos aos que já tinhamos, o novo conhecimento ao que já sabiamos e podemos dizer que adquirimos alguma coisa.

    Quando os percursos são só facilidade – nas matemáticas tal corresponde a dar exercícios resolvidos para se aprender como se resolvem – só os alunos motivados se lançam na resolução e “aprendem”, ainda assim…

  2. Concordo que os exercícios livres podem ter todas essas vantagens mas para que sejam eficazes deveriam existir manuais para todas as disciplinas de informática o que nem sempre acontece. Ou então lá vai ter que ser o professor a fazer mais um manual.

  3. Parece-me que o sucesso dos exercícos livres depende bastante da dimensão da turma.
    Nas disciplinas técnicas dos cursos profissionais, nas quais os alunos estão divididos em turnos, parece-me bastante adequado, mas na disciplina de TIC, onde toda a turma está junta, pode ser de mais díficil implementação.

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